Não é só peso: 5 motivos para acompanhar o percentual de gordura corporal

Reduzir o percentual de gordura virou uma meta frequente entre pessoas que desejam emagrecer ou ganhar definição muscular. No entanto, buscar o menor índice possível nem sempre representa uma condição mais saudável. Com a chegada do Dia Nacional da Saúde, celebrado em 5 de agosto, ganha espaço a discussão sobre quais fatores devem ser observados para compreender o estado do organismo além dos quilos registrados na balança.
Segundo Fernanda Lopes, nutricionista e responsável técnica da Six Clinic, iniciativa 100% online voltada ao cuidado em obesidade e sobrepeso, esse tipo de medição oferece informações que o peso isolado não consegue mostrar. “A balança revela quantos quilos uma pessoa tem, mas não esclarece quanto desse valor corresponde à massa muscular, aos líquidos ou ao tecido adiposo. Conhecer essa distribuição facilita a identificação de alterações que poderiam passar despercebidas e ajuda a definir condutas mais adequadas às necessidades de cada paciente”, explica.
A seguir, a nutricionista apresenta cinco razões para observar esse parâmetro. Confira:
1. O peso não revela toda a composição do corpo
O peso registrado na balança é resultado da soma de músculos, ossos, água, órgãos e tecido adiposo. Isso significa que duas pessoas com a mesma quantidade de quilos podem apresentar composições corporais completamente diferentes e, consequentemente, condições de saúde distintas.
2. Cada organismo responde de uma forma
Sexo, idade, massa muscular, nível de atividade física e histórico clínico influenciam diretamente esse resultado. Por isso, comparar os próprios números com os de outras pessoas pode levar a interpretações equivocadas e expectativas irreais.
3. O excesso pode aumentar o risco de doenças
Além de funcionar como reserva de energia, o tecido adiposo participa da produção de substâncias que influenciam o metabolismo, os hormônios e processos inflamatórios. Quando se acumula acima do recomendado, favorece alterações que podem comprometer a saúde ao longo do tempo.
4. O local onde a gordura se concentra importa
Não é apenas a quantidade que merece atenção. A forma como o tecido adiposo está distribuído pelo corpo também interfere no risco de doenças. A gordura visceral, localizada ao redor dos órgãos internos, apresenta maior associação com problemas cardiometabólicos do que a gordura localizada sob a pele.
5. A evolução vai muito além da estética
“Existem diferentes ferramentas para acompanhar a composição corporal, como a bioimpedância, mas seus resultados podem sofrer influência de fatores como hidratação, alimentação, prática de atividade física e horário da avaliação.






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